O Dia Mundial do Refugiado é celebrado amanhã, 20 de Junho, e assinala a força, a coragem e a determinação das pessoas que são forçadas a deixar as suas casas e os seus países devido a guerras, perseguições e violações de direitos humanos.
Este ano, a Cruz Vermelha Portuguesa pretende assinalar este dia reforçando publicamente o seu compromisso neste desafio humanitário, reduzindo a vulnerabilidade e aumentando a resiliência.
A CVP, em estreita colaboração com as autoridades públicas e outras organizações do sector social e da sociedade civil, assumiu o compromisso do acolhimento de 25 jovens não acompanhados provenientes dos campos de refugiados na Grécia. Este grupo será o primeiro de outros a serem transferidos para território nacional, ao abrigo de um programa de recolocação fruto de um mecanismo de solidariedade dos Estados Membros da EU para com a Grécia.
A CVP tem estado a preparar-se para que este modelo de acolhimento colectivo seja bem sucedido, criando as condições físicas para uma estrutura residencial digna e para uma equipa capacitada tecnicamente e com robustez física e emocional.
Os jovens serão transferidos para Portugal após triagem COVID com resultado negativo e cumprirão um período de quarentena à chegada, já na Casa de Acolhimento Especializado em Lisboa, onde ficarão por um período que se estima não ultrapassar os 6 meses até terem uma nova medida cautelar de protecção atribuída.
A estrutura residencial da CVP tem como finalidade assegurar a adequada satisfação de necessidades físicas, psíquicas, emocionais e sociais das crianças e jovens e o efectivo exercício dos seus direitos, favorecendo a sua integração em contexto sociofamiliar seguro, e promovendo a sua educação, bem-estar e desenvolvimento.
Os perfis dos 25 jovens ainda não são, ainda, conhecidos mas estima-se que a maioria tenha idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos, maioritariamente rapazes de nacionalidade Afegã.
A Cruz Vermelha tem uma longa história de ajuda humanitária e protecção a migrantes e pessoas deslocadas, em países de origem, trânsito e destino, independentemente do seu estatuto legal. O nosso trabalho pretende salvar vidas, prevenir o sofrimento, reduzir a vulnerabilidade e os riscos, restaurar a dignidade e aumentar a resiliência.
Ajudamos migrantes a reconstruir as suas vidas e a autonomizarem-se, mas também trabalhamos com comunidades de acolhimento e promovemos iniciativas que promovam entendimento, interacção e inclusão social.
Desde Dezembro de 2015, com muito esforço e dedicação de todos os colegas envolvidos e respectivas Direcções Locais, envolvemos 24 Estruturas Locais nos acolhimentos a refugiados, do Norte a Sul do País, tendo resultado em 218 acolhimentos. À data estamos a acompanhar os processos de acolhimento e integração de 94 cidadãos em 14 Estruturas Locais.
Ainda há muito a fazer, sendo que os nosso maiores desafios serão:
- Capacidade de alojamento durante e pós programas de acolhimento;
- Tratamento igual nos serviços públicos descentralizados que garantam o acesso a todos;
- Gestão de expectativas: refugiados, equipas e comunidade;
- Sensibilizar municípios e comunidade para o acolhimento de novos refugiados;
- Municípios e comunidade para o acolhimento de novos refugiados.
Conheça aqui informação detalhada sobre o trabalho da Cruz Vermelha Portuguesa na área dos Migrantes e Refugiados.

